11. apr, 2021

11 Abril - Juó Bananère

Hoje em Pindamonhangaba em 1892 nascia Juó Bananère, pseudônimo usado pelo escritor, poeta e engenheiro Alexandre Ribeiro Marcondes Machado para criar obras literárias num patois falado pela numerosíssima colônia italiana de São Paulo na primeira metade do século XX.
Utilizando-se de uma mistura de italiano e português recorrente nos bairros paulistanos de imigrantes, sua principal fonte de inspiração estava nas ruas da São Paulo pré-modernista da época.
Sua principal obra foi o livro La Divina Increnca, paródia da Divina Comédia, de Dante.
Criou versos paródicos de sonetos de poetas famosos como Olavo Bilac, Gonçalves Dias, Luís de Camões e Casimiro de Abreu.

Paródia de Juó Bananère ao poema "Canção do exílio" de Gonçalves Dias:

Migna terra tê parmeras,
Che ganta inzima o sabiá.
As aves che stó aqui,
Tambê tuttos sabi gorgeá.
A abobora celestia tambê,
Che tê lá na mia terra,
Tê moltos millió di strella
Che non tê na Ingraterra.
Os rios lá sô maise grandi
Dus rios di tuttas naçó;
I os matto si perde di vista,
Nu meio da imensidó.
Na migna terra tê parmeras
Dove ganta a galigna dangola;
Na migna terra tê o Vap'relli,
Chi só anda di gartolla.

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